top of page

Terapia, Psicoterapia, Psicanálise, Análise... Você sabe a diferença?

Ao buscar ou pesquisar sobre acompanhamento psicológico, as pessoas geralmente se deparam com diversos termos relacionados a isso. Esses termos comumente se misturam, causando muita confusão e dificultando na escolha de qual caminho seguir quando buscam ajuda profissional. Por isso entender as diferenças entre eles pode te ajudar a dar o primeiro passo na sua jornada de autoconhecimento e escolher o melhor profissional para te acompanhar nesse processo. Com o objetivo de sanar de uma vez por todas essas dúvidas, escrevi esse pequeno artigo explicando todos esses termos. Espero que ajude!

 

Terapia

A palavra terapia vem do grego therapeia, que significa “ato de tratar” ou “ato de curar” e hoje é um termo “guarda-chuva” para designar qualquer tipo de tratamento para uma doença, transtorno ou problema de saúde.

Na medicina, é possível ver esse termo ser empregado para designar alguns tratamentos, como farmacoterapia, quimioterapia, oxigenoterapia, etc.

O termo também é usado em outras práticas tradicionais, como a fisioterapia, hidroterapia, fonoterapia etc; em práticas alternativas/integrativas como massoterapia, aromaterapia, fitoterapia etc; e ainda para designar diversas técnicas e abordagens que se desdobram a partir de outras práticas, como musicoterapia, ludoterapia, teatro terapia etc.

No contexto da psicologia, terapia é um termo comumente utilizado para designar a prática da clínica psicológica, portanto, se observa que muitos profissionais usam esse termo ao definir seus serviços, enquanto outros preferem usar outro termo, a Psicoterapia.

 

Psicoterapia

A psicoterapia é um termo mais específico para nomear o processo de tratamento para questões psicológicas, emocionais e comportamentais. Seu objetivo é promover a saúde mental e melhorar a qualidade de vida, e usa o diálogo como principal ferramenta para ajudar a pessoa a lidar com suas emoções, pensamentos e comportamentos.

O Conselho Federal de Psicologia estabelece e regulamenta a psicoterapia como campo de atuação do psicólogo clínico, porém, na legislação brasileira, essa prática não é considerada exclusiva dos psicólogos, podendo ser exercida por qualquer profissional que tenha feito um curso em alguma abordagem psicoterapêutica.

Atualmente está sendo tramitado no Senado Federal a proposta de que a prática da psicoterapia seja de caráter exclusivo de psicólogos e psiquiatras, com o intuito de haver uma maior regulamentação desse exercício e evitar a exposição da população a práticas terapêuticas potencialmente inadequadas. Esse tema tem sido muito discutido a e ainda não existe um consenso definido.

De qualquer forma, a psicoterapia deve ser conduzida por um profissional qualificado e cabe à pessoa que a procura decidir quem irá acompanhá-la. Por isso, é muito importante buscar informações sobre os psicoterapeutas disponíveis como, por exemplo, onde estudaram e quais são as suas qualificações antes de fazer a escolha.

  

Psicanálise

A psicanálise trata-se de uma abordagem, dentre muitas existentes, de psicoterapia, sendo provavelmente a mais conhecida. As abordagens em psicoterapia são construções teóricas, metodológicas e práticas que dão as bases para o olhar e o entendimento do profissional sob a mente e o comportamento humanos. O foco principal da Psicanálise é explorar o inconsciente, os desejos reprimidos e as experiências da infância para entender como eles influenciam o comportamento e os sentimentos na vida adulta.

 

Análise

O termo "análise" é quase sempre associado à psicanálise. Isso porque a psicanálise de Sigmund Freud, em sua própria etimologia (do grego análysis, que significa "dissecção" ou "exame da alma"), foi formulada como um método de investigação e tratamento que busca analisar o psiquismo humano.

Porém é comum ver a presença desse termo em outras abordagens, principalmente aquelas que derivaram da Psicanálise. Um exemplo é a Psicologia Analítica, criada por Carl G. Jung, que também utiliza o termo “análise” para descrever sua prática por também se debruçar na investigação profunda do psiquismo humano.



Conclusão

 

Espero que este guia tenha ajudado a esclarecer a diferença entre esses termos. O mais importante é entender que, independentemente da nomenclatura, o objetivo final é sempre o mesmo: o seu bem-estar e a busca por uma vida mais consciente e plena.

O primeiro passo é escolher um profissional que te inspire confiança e com quem você se sinta à vontade para iniciar sua jornada psicoterapêutica. Mais do que nomes ou abordagens, o que realmente importa é o espaço seguro que você encontra para ser quem você é. A jornada para dentro é única para cada um de nós, e o papel do profissional é te apoiar com respeito e ética.

É muito importante entender que para além de diversas nomenclaturas para denominar essa prática, existem também muitas abordagens para se trabalhar. Não existe uma abordagem "certa" ou "errada", mas sim aquela que melhor se encaixa com as suas necessidades, lembrando sempre de buscar um profissional qualificado para te acompanhar nesse processo.

Espero que esse texto tenha feito sentido para você! Se tiver mais alguma dúvida ou quiser conversar, estou aqui, me manda um oi!

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page